Dia 09 de Novembro, domingo, terminou o Seminário Nacional de Iniciação à Vida Cristã, iniciado dia 06, com o lema “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”(At 4, 20). Foram 4 dias de intenso trabalho e convivência com cerca de 200 catequistas de todos os 18 Regionais da CNBB. A dinâmica foi refletir sobre práticas apresentadas; não houve nenhuma palestra, ou discurso sobre a Iniciação Cristã, mas sim, três grandes apresentações de experiências, com mais de uma hora de apresentação: uma de Aracaju (projeto Alerta), outra de catequese junto às pessoas com deficiência, de nível nacional, e uma terceira realizada com as comunidades ribeirinhas de Abaetetuba (PA).
De todas emergiu grande criatividade a fim de colocar em prática as recentes propostas da Igreja no Brasil: introduzir na fé cristã adultos, jovens e crianças através do processo iniciático proposto pelo RICA (Rito de Iniciação Cristã de Adultos) ou de uma catequese de inspiração catecumenal. Ficou claro que esse processo de iniciação, bastante complexo, ao invés de ser uma camisa de força que reduz a ação catequética num único modelo, deixa, ao invés, espaço para uma grande criatividade e multiplicidade de formas. Sua riqueza está em envolver não apenas os catequistas, mas muitos outros ministérios na comunidade, incluindo os párocos, passando pela Pastoral Bíblica, Pastoral Litúrgica, Pastoral Familiar... e outros que vão sendo criados, como os introdutores, padrinhos, etc.
Após essas longas apresentações os participantes do Seminário, reunidos em mais de 20 grupos, realizavam uma oficina em que refletiam sobre as experiências, comentavam, completavam e faziam propostas. As sínteses escritas dessas oficinas eram condensadas por um “olheiro” (especialistas que ficavam atentos às grandes ideias e tendências que apareciam durante o Seminário). No último dia os três olheiros (Profª. Maria do Carmo R., Pe. Abimar de Oliveira e Dom José Peruzzo), coordenados pelo moderador (Pe. Luiz A. Lima) fizeram uma hora e meia de exposição, pontuando o que de mais importante havia sido tratado nos 20 grupos. Seguiu-se a chamada “fila do povo” durante mais de uma hora: em plenário, todos poderiam fazer perguntas (respondidas pelo moderador e os três “olheiros”) ou fazer alguma consideração ou acréscimo.
Assim, o seminário foi intensamente participativo; todos tiveram que trabalhar e produzir suas próprias conclusões. Nenhum texto, palestra, discurso ou documento resultou do Seminário, mas os participantes saíram muito enriquecidos, impulsionados pelo entusiasmo de todos e sobretudo com muito propósito de comunicar nos 18 regionais as riquezas desse Seminário e aplica-las na própria realidade.
Pe. Luiz Alves de Lima, sdb
Fonte: www.catequeseebiblia.com.br
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